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Publicado
15 julho 2026
Tempo de leitura
6 minutos

Fazendo negócios na Coreia do Sul

Night city skyline with illuminated suspension bridge, high-rise buildings, and highway light trails reflecting on water

A infraestrutura sofisticada, a economia digital e as indústrias voltadas para a exportação da Coreia do Sul fazem do país um local privilegiado para investimentos estrangeiros. No entanto, as empresas internacionais precisam lidar com mudanças na legislação fiscal, regulamentações trabalhistas e exigências de reporte.

A Coreia do Sul é uma nação próspera do Leste Asiático, com uma população superior a 50 milhões de habitantes. Reconhecida por sua liderança nas áreas de tecnologia, inovação e manufatura, o país possui uma das infraestruturas econômicas mais avançadas globalmente.

Sua economia é impulsionada principalmente pelas exportações, com setores de destaque que incluem eletrônicos, automóveis, construção naval e petroquímica. A Coreia do Sul também é muito bem avaliada por líderes empresariais nos quesitos inovação e logística.

O país é uma potência global altamente integrada e membro de diversas organizações internacionais, incluindo as Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial do Comércio (OMC), o G20 e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fatos rápidos:
  • Em 2024, a Coreia do Sul registrou um PIB de US$ 1,92 tri [Banco Mundial]
  • Moeda: Won sul-coreano (Sinal: ₩; Código: KRW)
  • Idioma: Coreano
  • PIB per capita: US$ 36.239 [Banco Mundial, 2024]
  • População: 51,8 mi [Banco Mundial, 2024]
  • Capital: Seul
  • Principais setores: semicondutores e eletrônicos, indústria automotiva, construção naval, petroquímica, siderurgia, finanças e seguros, indústria farmacêutica e biofarmacêutica
  • Principais cidades: Seul, Busan, Incheon, Daegu, Daejeon

Embora a Coreia do Sul seja um mercado dinâmico, foi classificada como a 30ª jurisdição mais complexa do mundo em 2026, de acordo com o Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI) da TMF Group. O país desceu da 23ª posição registrada em 2025, refletindo uma melhoria importante sobre a facilidade de fazer negócios na Coreia do Sul.

Vantagens de fazer negócios na Coreia do Sul

A Coreia do Sul oferece diversos benefícios atrativos para investidores estrangeiros. O país possui uma infraestrutura de TI avançada e é um centro global de semicondutores, eletrônicos de consumo e exportações automotivas. Sua posição estratégica também a torna um ponto de entrada importante para outros grandes mercados asiáticos, particularmente a China e o Japão.

O governo promove ativamente o investimento estrangeiro direto (IED) por meio de incentivos fiscais, zonas econômicas livres e apoio a atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D). Os direitos de propriedade intelectual são bem protegidos, e o ambiente jurídico é transparente e favorável aos negócios. A rede de acordos de livre comércio (free trade agreements – FTAs) da Coreia do Sul proporciona aos investidores acesso preferencial aos principais mercados globais.

Desafios para fazer negócios na Coreia do Sul

Apesar de suas muitas vantagens, fazer negócios na Coreia do Sul pode ser uma tarefa complexa. As leis trabalhistas estão passando por mudanças e podem representar um desafio para empregadores estrangeiros. O ambiente regulatório também é atualizado com frequência, especialmente no que diz respeito a alterações fiscais e à prestação de informações em formato digital.

As barreiras linguísticas e culturais também podem dificultar a entrada no mercado, visto que grande parte da cultura corporativa se baseia na hierarquia, no consenso e em relacionamentos de longo prazo. As empresas também devem estar atentas às exigências de localização de dados e ao compliance com a legislação comercial coreana.

Considerações culturais ao fazer negócios na Coreia do Sul

A cultura de trabalho na Coreia do Sul é formal e hierárquica, havendo a expectativa de que se demonstre grande respeito pela senioridade. Os títulos são importantes, e a troca de cartões de visita deve ser feita com ambas as mãos e a devida atenção.

As reuniões frequentemente priorizam o desenvolvimento de relacionamentos em detrimento de resultados imediatos. A confiança é desenvolvida ao longo do tempo, e encontros sociais fora do ambiente de trabalho – como refeições – são fundamentais para estabelecer vínculos comerciais sólidos.

A comunicação tende a ser indireta, evitando-se discordâncias explícitas para preservar a harmonia. Embora o inglês seja amplamente falado em grandes empresas, o coreano costuma ser necessário para questões legais e contratuais. Pontualidade e pautas bem estruturadas são esperadas em todas as interações de negócios.

Compliance e ambiente regulatório na Coreia do Sul

O cenário regulatório na Coreia do Sul é moderadamente complexo devido a atualizações frequentes e à evolução das estruturas de compliance. As empresas devem registrar-se junto ao Supreme Court Registry Office e ao National Tax Service. Os balanços financeiros devem estar em compliance com as Korean GAAP ou K-IFRS, dependendo do tipo e do porte da entidade.

O governo adotou padrões globais, como a Lei de Conformidade Tributária de Contas Estrangeiras (Foreign Account Tax Compliance Act – FATCA) e o Padrão Comum de Relatórios (Common Reporting Standard – CRS), e aplica regras rigorosas de prevenção à lavagem de dinheiro e de divulgação de beneficiários finais. Com o avanço da digitalização, as empresas agora são obrigadas a estar em compliance com exigências relacionadas à emissão de notas fiscais eletrônicas, assinaturas digitais e reporte de dados locais por meio do sistema Home Tax.

Empregabilidade na Coreia do Sul

O mercado de trabalho sul-coreano é regido pela Labour Standards Act, que estabelece as condições mínimas de trabalho. Os empregadores devem formalizar contratos por escrito e cumprir as normas relativas à jornada máxima de trabalho, ao pagamento de horas extras e às exigências de licenças obrigatórias.

A jornada de trabalho legal é de 40 horas semanais, e os empregadores devem contribuir para quatro programas de seguridade social: previdência, saúde, seguro-desemprego e seguro contra acidentes de trabalho. A alíquota total de contribuição do empregador geralmente ultrapassa 10% do salário bruto.

A contratação de trabalhadores estrangeiros exige visto e autorização de trabalho. Regras específicas se aplicam a diferentes categorias de vistos, e os empregadores devem cumprir os regulamentos de reporte para expatriados.

O ambiente financeiro e fiscal na Coreia do Sul

Com vigência a partir de 1º de janeiro de 2026, a alíquota padrão do imposto de renda corporativo na Coreia do Sul é de 10% sobre os primeiros ₩ 200 milhões de lucro tributável, 20% sobre o montante até ₩ 20 bilhões, 22% para a faixa entre ₩ 20 bilhões e ₩ 300 bilhões e 25% para valores acima de ₩ 300 bilhões, acrescida de um imposto de renda local equivalente a 10% do valor do imposto corporativo nacional. O IVA é cobrado à alíquota padrão de 10%.

A retenção de impostos na fonte aplica-se a dividendos, juros e royalties, sendo geralmente fixada em 20% para não residentes e 14% para residentes. Entidades residentes estão sujeitas à tributação sobre a renda global, enquanto não residentes são tributados sobre a renda de fonte coreana.

As empresas são obrigadas a apresentar declarações anuais e a reportar informações trimestrais relativas ao IVA. Também estão em vigor regras sobre preços de transferência, subcapitalização e obrigações de divulgação alinhadas às diretrizes do BEPS.

Constituindo um negócio na Coreia do Sul

Empresas estrangeiras podem estabelecer operações por meio de subsidiárias locais, filiais ou escritórios de representação. As estruturas jurídicas mais comuns são as sociedades de responsabilidade limitada (Yuhan Hoesa) e as sociedades por ações (Chusik Hoesa).

O processo de registro de uma empresa na Coreia do Sul envolve a elaboração do estatuto social, a nomeação de diretores, o registro junto a um órgão do governo, a obtenção do certificado de registro empresarial e a abertura de uma conta bancária local. Os requerimentos de capital mínimo variam de acordo com o setor, e certos tipos de negócio também exigem a obtenção de licenças específicas do setor.

A TMF Group pode ajudar você a estabelecer um negócio na Coreia do Sul e garantir o compliance com as normas locais e a legislação em constante mudança. Nossos experts locais podem ajudar você na escolha da estrutura mais adequada e apoiar o seu crescimento contínuo.

Solicite nosso guia detalhado para saber mais sobre como fazer negócios na Coreia do Sul.

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