Hong Kong e Holanda estão entre as 10 jurisdições mais simples para fazer negócios, segundo o GBCI 2026; Grécia, México e Brasil figuram entre as mais complexas
A TMF Group, uma provedora líder de serviços administrativos e de compliance, lança hoje a 13ª edição do Índice Global de Complexidade Corporativa (GBCI).
O estudo anual revela que as jurisdições mais complexas são caracterizadas por mudanças regulatórias frequentes, uma alta carga administrativa e requerimentos de digitalização ainda em evolução. As jurisdições menos complexas se beneficiam de uma regulamentação simplificada e estável, infraestrutura digital sólida e caminhos claros de compliance.
O relatório analisa 81 jurisdições, que representam mais de 90% da economia mundial. Ele compara 292 indicadores por jurisdição. Esses indicadores abrangem os principais aspectos processuais para fazer negócios em cada jurisdição, incluindo a carga contábil, jurídica e trabalhista que as empresas enfrentam. Embora muitos fatores contribuam para a atratividade geral de uma jurisdição, o GBCI captura o custo intrínseco das regras que impedem o crescimento, seja de empresas locais ou de investidores internacionais.
O estudo deste ano revela que a Dinamarca, Hong Kong e a Holanda estão entre as 10 jurisdições mais simples para fazer negócios. O Reino Unido e os EUA ocupam, respectivamente, a 12ª e a 13ª posição entre as jurisdições menos complexas. Historicamente, essas jurisdições têm sido classificadas como de baixa complexidade devido aos seus ambientes regulatórios estáveis e simples e à robusta infraestrutura digital que os apoia.
No outro extremo da escala, a Grécia ocupa o primeiro lugar como a jurisdição mais complexa do mundo pelo terceiro ano consecutivo, principalmente devido às frequentes mudanças legislativas e às reformas regulatórias em curso. O México é o segundo país mais complexo, também impulsionado por frequentes mudanças regulatórias, requerimentos administrativos imprevisíveis, requerimentos digitais em constante evolução e expectativas pouco claras por parte das autoridades fiscais. O Brasil ocupa o terceiro lugar entre os países mais complexos, com um sistema tributário de múltiplas camadas, frequentes mudanças regulatórias e elevadas exigências de compliance, além de regras inconsistentes nos níveis federal, estadual e municipal.
As 10 jurisdições mais complexas e as 10 jurisdições menos complexas (1= mais complexa, 81= menos complexa)
| 1. Grécia | 72. Curacao |
| 2. México | 73. Malta |
| 3. Brasil | 74. Ilhas Virgens Britânicas |
| 4. França | 75. República Tcheca |
| 5. Turquia | 76. Nova Zelândia |
| 6. Colômbia | 77. Holanda |
| 7. Bolívia | 78. Hong Kong, RAE |
| 8. Itália | 79. Jersey |
| 9. Argentina | 80. Dinamarca |
| 10. Peru | 81. Ilhas Cayman |
Impulsionadores de complexidade
O GBCI 2026 identifica os principais impulsionadores de complexidade em três áreas: contabilidade e impostos, empregabilidade e gestão de entidades jurídicas.
Na área contábil e fiscal, os governos estão acelerando a emissão de relatórios digitais, expandindo as exigências de faturamento eletrônico e promovendo o alinhamento fiscal global por meio do BEPS da OCDE e do Pillar Two. Essas mudanças aumentam as demandas operacionais de curto prazo, mesmo que contribuam para a transparência de longo prazo.
A complexidade no âmbito do emprego continua sendo impulsionada por novas legislações trabalhistas, requerimentos de transparência salarial e diferenças regionais significativas em relação às normas trabalhistas, benefícios e disponibilidade de talentos.
A gestão de entidades jurídicas é moldada pela incerteza geopolítica, atualizações legislativas regulares e expectativas crescentes em torno da governança e da prestação de contas. Iniciativas da UE, como a ATAD3 e agora a EU Inc., pouco fizeram até o momento para reduzir a carga da regulamentação no mercado único.
A digitalização continua desempenhando um papel central em todas as áreas da administração corporativa, com muitas jurisdições observando melhorias nos tempos de processamento, na eficiência administrativa e na previsibilidade de compliance à medida que novas tecnologias são adotadas. No entanto, o ritmo e o impacto da transformação digital variam amplamente entre as regiões.
Contatos de mídia
Marina Llibre Martin, Global PR Manager
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